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Não gosto de escrever, não tenho pachorra e acho uma perda de tempo, mas desta vez não posso deixar de fazer o que não gosto, e abordar aqui um tema que me está a causar muita preocupação. Vou apenas levantar algumas questões, e deixo a minha opinião para uma posterior escrita, se tiver vontade...

Será que é legítimo aos proprietários dos terrenos onde passam estradas e caminhos vicinais (muitos deles com séculos e devidamente assinalados nas cartas militares) utilizados para aceder a outras propriedades, deslocar máquinas e gados, e, para vigilância ou combate a incêndios florestais, impedirem o seu acesso, com portões a cadeado, vedações, pedras, valas, etc.? Concedendo passagem apenas a quem eles autorizam?

Será que lhes é permitido alterar o traçado destas estradas, fazer caminhos novos destruindo os existentes, colocando-os por onde lhes interessa, muitas vezes a passarem fora das suas vedações e atravessando propriedades que não são suas, desvirtuando completamente esses mapas?

Será que os lacaios destes proprietários (terão eles conhecimento dos actos destes indivíduos?), podem barrar o caminho nas poucas estradas que ainda estão livres, atravessando carrinhas e confrontando quem por lá passa?

E se houver um fogo? Um acidente? Ou apenas a necessidade legítima de deslocação a outra propriedade que não tenha acesso por estradas nacionais ou municipais?
Utiliza-se o sistema tão em voga do "deixo aberto o que me convém para poder passar, mas fecho tudo daqui para a frente, pois estou-me lixando para os outros"? Dá-se uma chave de cada portão a quem precisar de passar? Aos bombeiros? Á GNR? À autarquia? Vão-se abrindo portões à medida que o fogo alastra?

Tudo isto perante a impotência das autarquias, que nada podem fazer, mas que aparentemente têm a responsabilidade de proceder ao arranjo e conservação de alguns destes caminhos.

E que dizer das "autoridades"? Será que têm "autorização" para intervir? Não podem fazer nada? Ninguém pode fazer nada? Quem manda e quem decide? Quem permite que se faça? E porquê? Quem ganha algo com este estado de coisas?

Não seria mais fácil e lógico colocar as vedações, sim porque as pessoas têm direito a vedar o que é seu, deixando as estradas livres? Ou será que é uma coisa muito complicada? Ou muito difícil de sugerir a quem véda ? (Por experiência própria já vimos que resulta, ás vezes basta uma palavra para se resolverem situações aparentemente complicadas) Realmente dá trabalho a gente conversar....

Que se passa no Alentejo, onde sempre foi possível, mesmo noutros tempos, as pessoas deslocarem-se? Outros proprietários, porventura homens ligados à terra por gerações, nunca o fizeram, e se o poderiam ter feito!!!! Deve ser a diferença entre quem sempre teve terras ou nelas trabalhou, e quem as tem pela primeira vez...parece que a inteligência e o bom senso não se podem comprar...

Que é isso do turismo rural e de natureza, sem estradas para os turistas passearem? Para apreciar a nossa maravilhosa serra, as margens da barragem de Alqueva e do rio Degebe, as capelas e moinhos perdidos pela serra? Que temos nós para oferecer a quem nos visita, senão o nosso campo, o nosso ar não poluído e a nossa simpatia?

Porque ninguém decide? Porque não se diz de uma vez o que pode ser fechado, ou o que tem que ficar aberto, e quem o pode fazer?

Porque não se dão poderes ás autarquias (será que os não têm?), para em conjunto com as outras entidades, decidirem onde é necessário deixar passagem e onde se pode não deixar?
Concerteza que os direitos dos proprietários sobre as terras e à propriedade privada, têm que ser acautelados. Afinal as propriedades são deles...

Mas será que as estradas são??????

Desta vez fico por aqui, à espera de mais contributos e comentários ao que escrevi. Numa próxima oportunidade, que não vai demorar, pois parece que afinal lhe tomei o gosto, falarei das desculpas (roubos e invasões das propriedades) utilizadas por alguns para fechar as estradas, dos coutos e da caça.

Maratonas e Passeios a Participar

Vou deixar aqui algumas das maratonas nas quais gostaria de participar, tendo em conta os dias, as distâncias e os locais onde irão ocorrer.

Moura - 09/03/2008 - 17 € - (Pilhas, Malhado, OA, Santa Alegria, Lgg) - já inscritos

Monte do Trigo - 16/03/2008 - (70 Km = 25 guiados + 45 livres e 40Km=25 guiados + 15 livres) - 15 €

Grândola G 100 - 30/03/2008 - (45 Km e 86 Km) - 25 €

Serpa 160 - 12/04/2008 - (80 Km e 160 Km) - 30 €

Cabeça Gorda - BTT Ferrobico - 25/05/2008 (45 Km e 70 Km) - 20€

Cuba - Cuba Aventura 15/06/2008 - ??

Á volta da Barragem de Odeleite (Castro Marim) - Leões do Sul - 22/06/2008 (30 Km e 50 Km(mas durinhos)) - 16€

Estamos no bom caminho?

"Floribela" Vitarol no seu melhor!!!!

ENCONTRO IMEDIATO DO 1º GRAU

Dia 16 de Fevereiro de 2008, dia radioso com um sol bonito e não muito quente, cheguei ao largo do chafariz faltavam 17 minutos para as 10 horas, fui o 1º a chegar.
Bebi um café na pastelaria Ana´s e quando saí, já o Santa Alegria esperava pelos outros.
O velho foi o último a chegar e apressou-se a pedir desculpas pelo minuto de atraso. 5 minutos depois da hora, visto que não aparecia mais ninguém (o pilhas devia ter apanhado qualquer coisa no dia anterior e os outros não tinham respondido aos sms) começámos a nossa volta.
Avançámos pelo estrada da armada e aí decidimos a volta. Havia 2 alternativas.
Direito a Santana – Vera-Cruz e por aí adiante fazendo uma volta mais rolante ou então pela serra de Portel direito a Monte do Trigo - Amieira.
Apressei-me a dizer que gostaria mais da 2ª hipótese pois a última vez que lá passei (Serra de Portel) não tive hipótese de desfrutar o passeio pois foi o dia em que empenei a bike.
Todos de acordo lá seguimos esse caminho. Quando íamos a discutir a passagem do BTT Terras do Montado por aqueles bonitos trilhos, ouvimos uma voz vinda do alto que dizia:
- É pá o que é que andam por aqui a fazer?
Nós sem saber muito bem quem era, parámos e respondemos em uníssono.
- Ora, andamos a dar uma volta de bike!
- E quem vos deu autorização? – perguntou novamente a pessoa que estava no alto do monte.
- Ora essa, e a quem é que devíamos pedir autorização para dar uma volta de bike? – respondi eu e o santa alegria, o velho não se manifestou por já desconfiar de quem nos abordava.
- Vocês não mandam nada aqui! - novamente a voz do alto do monte.
- Olha é o mesmo que tu mandas! Vamos mas é embora pois não vale a pena gastarmos saliva com esta gente. – disse o Santa Alegria.

Montámos nas bikes e continuámos a pedalar na direcção que tínhamos.
- Já vão ver o que vos faço, era o que mais faltava! – disse a voz do ET do alto do monte.
Debatendo o assunto entre nós os três e chegando á conclusão que os rapazes que tomam conta das propriedades por vezes são “piores” que os donos, na defesa da “sua” propriedade, lá continuámos pelos montes à procura de uma saída para Monte do Trigo.
Passados 5 minutos sentimos uma carrinha atrás de nós.
-Bonecos. - Disse um deles.
- Vamos lá a ver o que isto vai dar.
A carrinha manteve-se atrás de nós durante algum tempo, até que teve oportunidade, passou-nos e parou logo de seguida.
Sai de dentro da carrinha um Sr. alto com nome de árvore de nozes, com cara de poucos amigos.
-Então o que é que andam por aqui a fazer?
Todos tirámos os óculos de sol e ….
O homem conheceu-nos!
Ó Nogueira, qual é o problema de nós andarmos aqui de bicicleta? – perguntou o Santa Alegria.
-Não pulámos portão nenhum para aqui entrar! - disse eu.
- É pá não vos conheci se soubesse que eram vocês não tinha feito esta conversa, vocês não fazem mal nenhum, os gajos das motas é que assustam os porcos que temos aí para a batida.

-Pois mas viste que nós não andamos de mota e fica descansado que nós não afugentamos os porcos pois eles nem dão por nós. – concluiu o Santa Alegria.

e a conversa continuou num tom pacífico…………………!

O relato deste pequeno episódio do nosso dia de sábado é apenas para alertar os amigos do BTT que a vida de andar de bicicleta no campo está cada vez mais difícil. Daqui a pouco estamos confinados a alguns estradões do concelho.
No entanto é mantendo uma conversa "amigável" com os proprietários e feitores dos montes e herdades que por vezes os esclarecemos que não os prejudicamos em nada com a nossa presença nas estradas que atravessam as suas propriedades.

Onde nos podemos informar de quem é que faz a gestão destes caminhos agrícolas? A Câmara Municipal? A CCDRAlentejo? Ministério da Agricultura?
Temos de nos unir e de fazer entender as pessoas que esta actividade o que pretende é promover o desporto, a natureza, a aventura ! Não prejudica ninguém e o que queremos é sair para o campo sem termos limitação das horriveis redes e portões dos quase campos de concentração alentejanos!
Um abraço

Dedicatória especial

É com muita satisfação que aqui vou postar uns versos da autoria de um grande "poeta" alentejano dedicados ao Amigo Orlando.
Sem mais demoras aí vão:


Domingo dia vinte e cinco
Mal o dia começou
O Orlando caiu da bike
Pois o avanço saltou.

Foi uma grande trombada
Que ele pregou no chão
Não estragou a "becilete"
Mas aleijou um colhão.

Toda a história tem moral
Que lhe sirva de lição
Nunca mais faça uma descida
Com os "cornos" na mão.

À do António João
Já se sentou o cota
Com um corte na mão
É melhor andar de mota.

Autor: Santa Alegria

Visita à Marina!

Numa manhã primaveril, fomos chegando aos poucos ao local do costume (Largo do Chafariz).
Enquanto alguns procediam às últimas afinações, outros foram tomar o cafézinho da manhã, no "Bar da Bombas" (óptimo café, por sinal, eh!eh!eh).
Caféina no sangue e toca que lá vão eles, aquilo até parecia a maratona de Portalegre, quer dizer, não eram propriamente 5000, mas que que andava aí pelos 13, isso de certeza!
Para não ser sempre "açorda", hoje começámos em direção à estrada da Oriola e virámos logo à esquerda, onde de imediato apareçeu uma descida daqueles que o pessoal quer, para começar a sentir a adrenalina e o vento a bater na cara.
Mas se não fosse o vento a bater na cara para acordar, seriam os tiros dos caçadores, que se aproveitam da ventania que o pessoal faz ao passar, para "enxotar os tordos" em direção aos chumbos perdidos que por ali esvoaçavam!
Depois, bem, depois, chegou a parte mais espectacular da nossa volta;
Aquele single até chegarmos à Milha, é qualquer coisa de deslumbrante! Cercados pelos serros, com os pássaros no meio do trilho, que quase temos que os empurrar dali para forma, para que possamos passar, mas... também os animais têm o direiro de disfrutar deste sol que aquecia o nosso corpo...e a nossa alma!
Aquela paz que se sente, aquela vista que se alcança, aqueles cheiros que se entranham!
Mas por falar em aqueçer, agora é que ia começar o aquecimento a sério! Entre um sobe que sobe e um desçe que pareçe que sobe, chegámos à Marina da Amieira (sei que é uma vergonha, mas ainda não tinha lá ido!), empreendimento que vem dinamizar dalguma forma este nosso pobre concelho (pois, não é para todos, mas também já temos o sol que quando nasce é para todos, também não poderiamos ter um iate estacionado na Marina!).
Não temos iate, mas...temos as nossas meninas! E as nossas companheiras de tantas horas, dão-nos o previlégio de "levarem conosco", mais algumas subidinhas, coisa pouca, depois verão o Mapa de Acumulado!
Feita a segunda passagem pela Milha (onde o Preto, que a andava a cobiçar quase desde o inicio, lá descascou a minha banana e tragou-a em duas chu.., desculpem dentadas! - o Pilhas também quis usufruir de tamanha satisfação e lá deu umas trincadelas, até se engasgou, pareceu-me!), lá tivemos que vir pelo alcatrão, pois por mais que o Zé, que hoje não caiu da Burra, tenha dito para virmos embora, como diz o Preto "começamos juntos, acabamos juntos!" (era assim que devia ser, mas...!).

P.S. De futuro e sempre que possivel, será adicionado o mapa de altimetria de cada passeio